Entre as alterações mais comuns estão:
A dislipidemia está diretamente relacionada à Obesidade, ao Diabetes Mellitus Tipo 2, à resistência insulínica e ao acúmulo de gordura visceral. Essas alterações fazem parte da chamada síndrome metabólica, um conjunto de doenças que aumentam significativamente o risco cardiovascular.
Muitas pessoas acreditam que colesterol elevado é apenas consequência da alimentação. Embora a dieta influencie, a dislipidemia é uma doença muito mais complexa, envolvendo fatores hormonais, genéticos, inflamatórios e metabólicos. O excesso de gordura corporal, principalmente abdominal, provoca inflamação crônica e altera o funcionamento do fígado e do metabolismo lipídico.
Na obesidade, ocorre aumento da produção hepática de triglicerídeos e alterações na forma como o organismo utiliza e armazena gordura. Isso favorece o desenvolvimento de placas de gordura nas artérias, processo chamado aterosclerose.
O grande risco da dislipidemia é que ela costuma ser silenciosa por muitos anos. Enquanto o paciente não sente sintomas, as artérias podem estar sofrendo um processo progressivo de obstrução. Com o tempo, isso aumenta o risco de:
Pacientes com obesidade, diabetes e dislipidemia apresentam maior risco de mortalidade cardiovascular e redução da expectativa de vida quando essas doenças não são tratadas adequadamente.
O tratamento da dislipidemia envolve uma abordagem metabólica completa:
Medicamentos modernos utilizados no tratamento da obesidade, como a Tirzepatida, também podem melhorar significativamente os níveis de colesterol e triglicerídeos ao promover perda de peso e melhora metabólica global.
Além disso, a Cirurgia Bariátrica tem impacto importante no controle da dislipidemia, reduzindo inflamação, resistência insulínica e melhorando o metabolismo lipídico. Muitos pacientes apresentam melhora expressiva dos exames laboratoriais após o tratamento cirúrgico da obesidade.
Hoje entendemos que a dislipidemia não deve ser tratada apenas olhando números em exames, mas sim como parte de uma doença metabólica maior, relacionada à obesidade, inflamação e ao aumento do risco cardiovascular. O tratamento precoce é fundamental para prevenir complicações graves e preservar a saúde a longo prazo.




